maio 20, 2024
Delação mira novo alvo na “Mensageiro” Foto Divulgação

Delação mira novo alvo na “Mensageiro”

Delação revela propina de R$ 50 mil entre empresa investigada e funcionário de Lages.

Investigação apura um suposto esquema criminoso no setor de coleta e destinação de lixo no Estado. Desde que foi deflagrada, 16 prefeitos de diferentes regiões de Santa Catarina foram detidos.

Uma delação premiada divulgada   na última sexta-feira (9) apontou que funcionários da prefeitura de Lages, na Serra de Santa Catarina, recebiam propina da empresa investigada na operação Mensageiro.

O valor para favorecer a companhia nas licitações do município teria sido acordado em R$ 50 mil, conforme os depoimentos.

A investigação apura um suposto esquema criminoso no setor de coleta e destinação de lixo no Estado….

Segundo a investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os pagamentos entre a empresa e funcionários da empresa seriam mensais e entregues em envelopes. O caso segue sendo investigado.

O prefeito de Lages, Antônio Ceron (PSD), e o secretário de Águas e Saneamento (Semasa), Jurandi Agostini, estão em prisão domiciliar. Outros três funcionários da prefeitura, segundo a reportagem da NSC TV, estão presos preventivamente.     

A Serrana Engenharia, que agora se chama Versa, afirmou que todos os esclarecimentos continuarão sendo feitos nos processos da operação Mensageiro. O prefeito afirmou à NSC TV que

A defesa de Agostini afirmou que vai continuar respeitando o sigilo da operação e o assunto será tratado na Justiça, mas informou que o cliente é inocente. O advogado de Ceron afirmou que o cliente vem cumprindo as medidas cautelares impostas pela Justiça.

Quando a operação teve início?

Deflagrada em 6 de dezembro de 2022, a operação Mensageiro já teve quatro fases. Na primeira, quatro prefeitos foram presos, um deles durante uma viagem oficial em Brasília.

Na segunda etapa, em 2 de fevereiro, dois prefeitos também foram detidos. Na terceira fase, o prefeito de Tubarão foi detido junto com o vice. Na quarta etapa, foram presos oito prefeitos.

A investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) começou há um ano e meio, após denúncias, acompanhamento de entregas de dinheiro e rastreamento de celulares.

O que disse a defesa do político

“A defesa do ex-prefeito Luiz Henrique Saliba confirma que ocorreu a extinção do mandato através de declaração da Câmara de Vereadores.

Agora, a defesa concentrará todos os esforços na defesa do processo judicial, confiante na reiterada posição do Prefeito Saliba de que irá provar sua inocência, bem como de plena confiança na Justiça.

Por fim, insistirá na desnecessidade da prisão preventiva na atual fase processual, onde medidas cautelares diversas da prisão se mostram plenamente suficientes e adequadas a garantir o esclarecimento de todos os fatos”.

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