maio 20, 2024
Desembargador agora quer adotar “escrava” Foto Divulgação

Desembargador agora quer adotar “escrava”

O desembargador de Blumenau acusado de manter mulher em condições análogas à escravidão agora diz que vai adotá-la e incluí-la na herança da família.

Anúncio foi feito após operação tornar situação pública, na semana passada. Jorge Luiz Borba nega e diz que a tratava como filha.

O desembargador de Santa Catarina Jorge Luiz Borba, investigado por manter uma mulher surda em condição análoga à escravidão, informou neste domingo (11) que vai entrar com pedido judicial para reconhecimento da filiação afetiva dela.

A declaração ocorre cinco dias depois de ele e a esposa serem alvos de operação que apura indícios de “prática criminosa” após relatos de “trabalho forçado, jornadas exaustivas e condições degradantes”. A ação ocorreu em 6 de junho, em Florianópolis.

Em nota, Borba também afirmou que quer garantir à mulher todos os direitos hereditários na “intenção de regularizarem a situação familiar, de fato há muito já existente”.

A declaração ainda é assinada pela esposa do desembargador, Ana Cristina, também investigada pelo Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF), e os quatro filhos do casal.

Conforme as investigações, o casal teria mantido na casa, há pelo menos 20 anos, uma mulher que realiza tarefas domésticas das mais diversas, mas não possui registro em carteira de trabalho e não recebe salário ou quaisquer vantagens trabalhistas.

Também, de acordo com o MPF, a mulher tem deficiência auditiva, nunca teve instrução formal e não possui o convívio social resguardado.

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