maio 18, 2024
Saques a instituições financeiras crescem no Brasil Foto: Divulgaçao/Agência Brasil

Saques a instituições financeiras crescem no Brasil

Na contramão da taxa de roubos totais no Brasil, que recuou 3,9% em 2021, a taxa de roubo a instituiçoes financeiras – incluindo roubo a banco, caixa eletrônico e carro forte – cresceu 11%. Roubo a estabelecimentos comerciais e de carga também aumentaram, estes 6,5% e 2,4%. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública

“O ano de 2021 foi marcado pela retomada das atividades, principalmente a partir do avanço da vacinação, e o que as estatísticas nos indicam é que também houve retomada de parte considerável das ocorrências de crimes contra o patrimônio”, escrevem os pesquisadores David Marques e Amanda Lagreca, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Entre essas novas modalidades de crimes financeiros, tem ganho cada vez mais destaque o “novo cangaço”, que mesmo menos frequentes, alcançam repercusão nacional pela magnitude.

Com a adesão do pix e o aceleramento da digitalização do comércio e das finanças impulsionados pela pandemia, alguns crimes financeiros também migraram para o digital

O Anuário trouxe esses novos crimes patrimoniais pela primeira vez neste ano. Entre 2020 e 2021, mesmo com a pandemia, a taxa de roubo e furtos de celulares por 100 mil habitantes avançou 1,8%. No último ano, foram 847,3 mil registros (Equivalente a 1,6 celular roubado ou furtado por minuto no Brasil)

Entre 2018 e 2021, 3,7 milhões de celulares foram roubados ou furtados no Brasil, o que representa uma queda expressiva de 22,8% na taxa no período.

Já os registros de estelionato assustam. O ano de 2021 teve 1,3 milhao de registros, correspondendo a um aumento de 179,9% na taxa, por 100 mil habitantes, em relação a 2018. Entre 2020 e 2021, a alta foi de 36,3%

Em outra modalidade de crimes patrimoniais, o roubo a residências registrou um aumento de 4,7%. O roubo de pedestres, por outro lado, diminuiu 7,5% – bem menos, porém, do que no período anterior (2019-20200, o primeiro ano da pandemia, quando a queda foi de 36,2%.

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