abril 25, 2024
Famílias da Chapecoense ainda buscam indenização Foto: Reprodução Jovem Pan

Famílias da Chapecoense ainda buscam indenização

Sete anos após o acidente com o voo da Chapecoense, que matou 71 pessoas nas proximidades de Medellín, na Colômbia, famílias das vítimas seguem na busca por indenização. O advogado Marcel Camilo, que representa nove delas, diz que houve uma decisão judicial para o pagamento de U$ 844 milhões, o equivalente a mais de R$ 4,1 bilhões, mas que o valor ainda não foi pago.
A ação que resultou na indenização de US$ 844 milhões corre em Miami, no Estados Unidos. A decisão é de 2020.

Como a companhia aérea envolvida no acidente, a LaMia, negociou a compra do combustível e o seguro do voo na cidade americana, o processo foi aberto na Justiça desse local. Houve um acordo entre a empresa aérea e as famílias das vítimas, que resultou na indenização.
Porém, o valor ainda não foi pago. O advogado Marcel Camilo diz que o processo está na fase de cobrança, em que a defesa das famílias tentam que as seguradoras paguem a indenização. “Estamos cobrando o acordo homologado”, resume. No passado, outras famílias já receberam indenizações de um fundo humanitário ligado à seguradora, conforme o advogado. “Quem recebeu, teve que abrir mão dos processos [judiciais]. Houve também as ações trabalhistas da Chapecoense. A própria Chapecoense quem pagou”, diz o advogado. A ré do processo é a Tokio Marine, junto com outras 11 resseguradoras.

O ex-jogador da Chapecoense Neto, que sobreviveu à queda do avião, é um dos que busca a indenização. “Depois de sete anos de que um acidente aconteceu, a gente vai ver a nossa luta como uma luta contínua. Em relação aos processos jurídicos de forma geral, a gente luta para que todas as famílias, de alguma forma, tenham um alívio da sua dor. A dor vai permanecer porque nada substituiu a vida. A gente sabe que tudo é muito demorado, o pagamento das indenizações em meio a tudo que aconteceu”, disse.

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